Personalizado, mais agressivo na versão N Line, o Kaui apresenta um original filamento de luz no bordo do capô (Foto Hyundai)

Um toque familiar no friso que que cruza o perfil (Foto Hyundai)

Grande monitor de duplo ecrã marca ambiente no habitáculo (Foto Hyundai)

Bancos envolventes e com bom apoio no mais desportivo (Foto Hyundai)

Espaço traseiro pede meças no segmento (Foto Hyundai)

Cresceu, ganhou imagem de maior robustez num estilo sempre afirmativo pela diferença, tem mais espaço e, pura e simplesmente, está mais automóvel. Em poucas palavras é isto a segunda geração do Hyundai Kauai, o SUV do segmento B que, para já, os portugueses vão ter com uma motorização térmica de 1.0 litro e 100 cv e numa versão híbrida baseada num bloco 1.6 e 141 cv.

Sem perder a frente arredondada, em que agora pontifica um filamento de luz em LED de ponta a ponta, elemento distintivo da sua personalidade, além dos “air flaps” ativos para controlo do fluxo do ar, o novo Kauai tem mais 14,5 cm (4,350m) de comprimento do que a primeira versão e uma distância entre eixos aumentada em 6 cm (2,66 m).

Estes números deixam perceber que o crescimento (é também mais alto 2 cm – 1,57 m) vem acompanhado de outro pormenor importante, um considerável ganho na habitabilidade, sentido sobretudo na traseira, onde aumenta o espaço para as pernas (+7,7 cm) e a altura para o tejadilho (+9,82 cm), que proporcionam outro nível de comodidade e o projetam na comparação com a concorrência, também devido ao crescimento da largura (2,5 cm – 1,85).

E não é tudo, a juntar às cotas que levam a Hyundai, neste particular, a reclamar-se como referência no sector. A funcionalidade garantida pelo banco traseiro rebatível em três segmentos (40x20x40) é servida por uma bagageira com 466 litros (a anterior tinha 374), o que valoriza os aspetos práticos, tão importantes num SUV.

Agora foi o novo Kauai a dar sinal de que os sul-coreanos da Hyundai não querem deixar a crista da onda. O SUV arredondado e jeitosinho deu um salto, está mais automóvel e aproveitou o crescimento para também ganhar no espaço que acompanha a qualidade do costume

No fundo, um automóvel mais adulto, menos menineiro, e para o qual se olha de outra forma. Isto sem que tenha desaparecido aquele originalidade dada pelas formas arredondadas que agora ganham outra expressão com a presença dos grupos ópticos puxados para os guarda lamas.

No perfil salta à vista o vinco inclinado que deixa perceber o “Z” que marca a ilharga dos novos Hyundai e, neste caso, nos transporta para alguma identidade, por exemplo, com o Tucson. As jantes de 18 polegadas dão aquele toque que marca um SUV mais afirmativo.

Quanto ao interior, o desenvolvimento de uma filosofia que ganha transversalidade na marca, sobretudo através do longo monitor que junta dois os dois ecrãs do painel de instrumentos e do sistema de infoentretenimento, com aquele ambiente com um toque high-tech, reforçado por um grafismo sóbrio e a panóplia de informações, ajudas e comandos ao dispor.

Em termos de qualidade, os sul-coreanos já conquistaram galões de reconhecimento, e o nível do produto responder cabalmente, seja no domínio da construção, como no acabamento e mesmo nos materiais, ainda que não falte plástico no habitáculo.

A colocação dos grupos óticos é mais um pormenor distintivo do novo Kauai, que conta com air-flaps na grelha frontal (Foto Hyundai)

O novo Kauai é proposto em duas versões, Premium e N Line, esta (com +3,5 cm) valorizada na imagem: para choques dianteiro e grelha em preto acetinado com um toque desportivo, dupla ponteira de escape integrada num vistoso  difusor traseiro, pedais em alumínio, jantes exclusivas com 18 polegadas e teto de abrir para referir o mais significativo. O Premium já tem pintura bitom, luzes diurnas e faróis e em LED, sistema de navegação e travão de parque elétrico.

No que toca a ajudas eletrónicas, o pacote é alargado e passa pe,lo mais recente nível de funcionalidades do Hyundai Smart Sense. Daí, a câmara no habitáculo para analisar a atenção do condutor, assistente  de travagem de emergência, cruise-control inteligente, assistente à condução em autoestrada, detetor de ângulo morto entre outros dispositivos de segurança.

No que respeita à motorização, estão disponíveis duas propostas conhecidas: 1.0 T-GI, com 120 cv e 200 Nm de binário; e o híbrido 1.6 T-GDI de 104 cv com 141 cv e 265 Nm de binário.

A marca indica que a variante a combustão acelera de 0 a 100 em 11,7 segundos (quando equipado com uma transmissão DCT de dupla embraiagem e sete velocidades) e atinge os 180 km/h em velocidade de ponta. No que respeita a consumos, a versão de caixa manual com seis velocidades promete a média combinada (WLTP) de 6 l/100, com emissões de 128 g/km. O automático gastará 6,4 l/100 e as emissões sobem para 132 g/km.

O HEV, apenas disponível com a mesma caixa automática é mais rápido e faz os 0-100 km/h em 10,9 segundos. A velocidade máxima não é indicada. Quanto aos consumos: 4,8 l/100 e 104 g/km, tudo no ciclo combinado (WLTP).

Agora foi o novo Kauai a dar sinal de que os sul-coreanos da Hyundai não querem deixar a crista da onda. O SUV arredondado e jeitosinho deu um salto, está mais automóvel e aproveitou o crescimento para também ganhar no espaço que acompanha a qualidade do costume.

Enfim, quanto a preços: Premium, 29 000€; N-Line 31 500€. A caixa DCT é proposta por 2 000€.